...aqui vamos falar, ver e descobrir modelos de 2 rodas...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

IV Salão do Automóvel Antigo do Vale Sousa

Bem, antes de mais isto de estar tanto tanto sem escrever/publicar nada é incorrecto! Não é que tenha muitas visitas o blogue mas não é adequado! Não há razão para tal!

Hoje falo e mostro um pouco do IV Salão do Automóvel Antigo do Vale Sousa, decorrido nos dias 8 e 9 de Setembro na cidade de Penafiel, tendo sido organizado pelo Clube Fidelense de Automóveis Antigos. Desde já os meus parabéns!

No entanto tecerei aqui algumas críticas!!!Peço desde já desculpa se irei tocar nalgum ponto fraco!

A data penso que poderia ter sido melhor escolhida - a não ser que traga um significado especial para o clube - porque foi coincidente com a do Caramulo Motorfestival e como todos sabemos este é um dos eventos que "rouba" para sua ocorrência muitos aficcionados do desporto automóvel!

O local escolhido pela organização foi o parque de exposições da cidade. Um espaço amplo e que conseguiu albergar todos os veículos expostos sem dificuldade. Estavam dispostos de forma ordeira e assertiva o que permitiu uma visita ordeira à exposição!

No entanto faltou uma coisa: indicações sobre como chegar ao local!!!O local estava referenciado em várias revistas, sites e jornais da especialidade mas na cidade não encontrei indicações e mesmo perguntanto tive dificuldade em encontrar o parque de exposições porque muitos penafidelenses não tinham conhecimento do evento!

A exposição contou com cerca de 35 motos e cerca de 130 carros expostos. Aqui darei especial atenção às motos porque são elas a minha paixão!

Compreendo, mas na minha opinião os visitantes deveriam poder circular entre os veículos (refiro-me aos carros que se encontravam vedados por uma fita circundante) para os aficcionados poderem olhar os seus interiores e ver melhor as suas características!!!!

E por falar em características, sugiro para um próximo evento a inclusão de uma folha que relate as características específicas de cada veículo (tenho de ser sincero que houve vários que não consegui identificar, mas também aqui se reflecte a minha ignorância relativa ao assunto!).

Bem, tecidas as opiniões, deixo-vos aqui algumas fotos!






























Boas curvas!

domingo, 15 de julho de 2007

O insecto com duas rodas: VESPA

Rinaldo piaggio foi o fundador da empresa Piaggio em Genoa, Itália no longínquo ano de 1884, quando este tinha apenas 20 anos de idade.

O negócio da empresa iniciou-se pelo negócio de encaixe em navios luxuosos mas no final do século a Piaggio produziu já autocarros de luxo, carruagens para camiões, motores e comboios.
Durante a I grande guerra, a empresa entra em novas áreas produzindo aviões e navios de guerra.

Em 1917 a Piaggio compra uma nova fábrica e muda-se para Pisa – fábrica de Pontedera.
Nesta nova unidade de produção, concentraram o fabrico de material aeronáutico (hélices, motores e peças completas de aviões).

Com o início da II Guerra Mundial, a Piaggio na sua unidade de Pontedera constrói o avançado avião de 4 motores “P 108”, disponível em 2 versões: passageiros e bombardeiro. Dada a sua importância na guerra, a fábrica foi completamente destruída pelas tropas aliadas.
Enrico Piaggio, filho de Rinaldo Piaggio, finda a guerra toma posse da empresa após a morte do seu progenitor.

Nesta altura, a Europa encontrava-se destruída física e financeiramente. Enrico resolveu partir em busca de um tipo de veículo revolucionário que se adaptasse às condições físicas do terreno do país e que simultaneamente fosse capaz de suprir as necessidades de locomoção básicas da população.

O veículo teria de ter características especiais dada a economia da época. Era fundamental que fosse barato, funcional, económico e robusto mas em simultâneo charmoso e elegante. Ambos os sexos teriam de ter facilidade em conduzi-lo, tinha de proteger o vestuário do condutor e comportar lugar para um passageiro!

Recorreram ao material que resistiu à destruição da fábrica de Pontedera, utilizando as rodas dos trem de aterragem e os pequenos motores multiuso usados para o lançamento de aviões.

Enrico encomendou o primeiro projecto, em 1945, aos engenheiros Spolti e Casini, o MP5, que posteriormente foi rebatizado de Pepperino (Pato Donald em italiano). O MP5 estava equipado com um motor Sachs alemão de 98cc a 2 tempos que foi colocado entre as pernas do condutor. Utilizava uma transmissão por corrente e tinha 2 velocidades. Foram produzidas cerca de 100 unidades.


As expectativas de Piaggio não foram satisfeitas e então encomenda a Corradino D´Ascanio (1891-1981), brilhante engenheiro aeronáutico que não suportava motociclos e que estava na marca desde 1934 um novo projecto denominado de MP6. Apenas 8 dias após “encomendar” o projecto a Ascanio surge o esboço do veículo que veio revolucionar uma época e a economia de um país: a VESPA.

Ascanio valeu-se da sua longa experiência como eng.º concebendo algo inédito até então em 2 rodas.

Conseguiu este sucesso investigando quais os maiores inconvenientes que este meio de transporte trazia para os seus proprietários fazendo com que não fosse o veículo de eleição: correntes partidas e pneus furados.

O que alterar então? Criar um descanso e equipar a mota com um pneu sobressalente.
O garfo dianteiro prendia a roda de um lado apenas para facilitar a troca do pneu e o mesmo acontecia com a roda traseira, acopolada directamente ao conjunto caixa-motor. O motor era uma peça única de 2 tempos, compacta que dispensava corrente de transmissão e era colocado à direita do veículo.



Com esta localização do motor surge um novo problema: instabilidade na condução devido ao peso do motor estar praticamente todo sobre o lado direito. Uma das soluções encontradas para contornar esta tendência da mota virar à direita foi deslocar a roda da frente cerca de 8mm para a esquerda do eixo de condução alterando deste modo o centro de gravidade.

Ainda assim a Vespa sofria de um desequilíbrio inerente para o lado direito. Em jeito de génio, o aro das rodas de apenas 8 polegadas de diâmetro, eram constituídos por 2 discos aparafusados entre si, o que facilitava a troca dos pneus.

Caixa e embraiagem eram montados na manete esquerda para que os dois processos nas trocas de velocidades não exigissem retirar a mão do guiador. E a Vespa trazia uma solução para o comando da caixa de velocidades que ainda hoje é utilizado pelos fabricantes de automóveis como uma inovação: a existência de cabos flexíveis, de aço tipo Bowden.

O selector das velocidades foi também eliminado dado que sujava e marcava os sapatos.

Um escudo frontal, o “avental”, protegia as roupas e o próprio condutor da chuva, poeira e tudo o que fosse eventualmente arremessado pela roda dianteira. A integridade física do condutor também ficava mais protegida em caso de queda.

Com uma estrutura tipo monobloco, a Vespa trazia uma secção central bastante baixa o que facilitava a subida para o veículo de mulheres e pessoas de estatura mais baixa. Mesmo vestidas com saia, as mulheres não tinham problemas em conduzir este veículo.

Depois de definido o design, foram construídas as primeiras 15 motos que em Abril de 1946 deixam a marca da fábrica italiana.


Estavam equipadas com motor de 98cc com 3,7cv de potência às 4500 rpm e atingiam uma velocidade de 60 km/h. A caixa era de 3 velocidades e o depósito levava 5 lts. de gasolina para um consumo estimado de 1lt/40km! Este modelo, o V98, não tinha piso entre a dianteira e o banco mas sim duas placas separadas. Os “ballons” laterais traseiros eram o motivo provável que dava nome à mota o nome de insecto! Este modelo não possuía descanso central e após várias tentativas para colorir a mota, o cinzento metalizado em pouco tempo passou a ser cor única.

Este primeiro modelo foi um sucesso de vendas – 2 anos de produção e 10535 unidades fabricadas.

O ano de 1948 trouxe novidades: um motor de 125cc de 4,7cv de potência e algumas revisões tecnológicas que ainda hoje se encontram nos veículos. Foi introduzida a suspensão traseira, mudou-se a dianteira para o lado direito e na carroçaria foi introduzida uma bagageira que podia acomodar um banco para o passageiro. A velocidade máxima era cerca de 70 km/h. este modelo foi um marco na expansão e auge das Vespas.


Passados 5 anos o motor foi modificado passando a ter 5cv e surgiu também uma nova versão mais utilitária com o farol mais elevado. O famoso modelo GS(Grand Sport) 150, mais desportivo saía das linhas de produção em 1955 trazendo um estilo mais moderno e estava equipado com rodas de 10 polegadas, uma caixa de 4 velocidades e uma velocidade máxima de 100 km/h! Em 1962 chegava a GS 160, com 8,2cv de potência e um visual renovado.

Em 1964 surge a pequena versão de 50cc, a última desenvolvida por D´Ascanio. No ano seguinte aparecia a SS 180 de 10cv, seguida pelas versões Super Sprint 90 (1966), Primavera 125 (1968) e Elestart 50, com motor de arranque eléctrico (1970). Por fim em 1978 surge a família PX em versões de 125cc, 150 c e 200cc. O “maior” dos motores desenvolvia 12,35cv e chegou a ser oferecido no mercado norte-americano na versão Rally. Uma caixa de velocidades automáticas foi lançada em 1984, sendo a manete de embraiagem agora destinada ao eixo traseiro.


Nos anos mais recentes a Piaggio tentou repetir o êxito com scooters modernas - a Cosa, Sfera e ET4 – sendo estes modelos muito “plásticos” encontrando-se inseridos num mercado repleto de soluções que fez com que não tivessem o sucesso das suas antecessoras.
A VESPA foi então um marco para uma época e para um País. Foram poucos os veículos – de 2 ou 4 rodas – que alcançaram os patamares de vendas – mais de 15 milhões de unidades – e a notoriedade mundial que ela alcançou. Era utilizada por pobres e ricos, tornou-se cultura nas mãos dos actores americanos que filmavam na Itália e até foi “actriz” no filme “Candelabro Italiano” em 1962.

É ainda hoje encarada como um sinónimo de Itália – o país da Vespa – e até fez surgir um novo verbo na língua de Dante: vespizzare!

Boas curvas!

quinta-feira, 7 de junho de 2007

BMW R75 militar

A BMW até ao início da II Grande Guerra Mundial lança vários modelos de motos e de forma a satisfazer os pedidos do governo nazi lança uma mota militar, a BMW R75 (produzida de 1941 - 1944) equipada com motor boxer de 2 cilindros e 750cc de cilindrada.
Era uma moto com boa ciclística quando equipada com side-car e uma particularidade era o side ter também tração. Possuía marcha-a-trás e suportava uma velocidade de marcha de 3km/h sem sobreaquecer.
Foi no entanto considerada inferior à concorrente Zundapp KS 750cc militar pelo GBK (Comité Alemão de Seleção de Motociclos Militares).




Boas curvas!

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Breve história da BMW


A história da BMW – Bayerische Motoren Werke – começa no ano de 1916 com a fusão de dois fabricantes de Munique: a Rapp Motorenwerke e a Gustav Otto Flugmaschinfabrik.

Iniciam-se no fabrico de motores para aviões, derivando daí o seu emblema: uma hélice cortando o céu azul.

No ano de 1922 surgem os primeiros motores para uso terrestre, costruídos para os quadros dos motociclos Victória e para camiões.

Em 1923 surge o primeiro motociclo da marca, a BMW R32 que foi projectada pelo Eng.º Max Fritz. Foi estreada nos salões de Paris e Berlim nesse mesmo ano. Este primeiro modelo apresentava já um motor boxer de dois cilindros e transmissão secundária por eixo cardã.

É em 1928 que surge a BMW R62 com motor de 750 cc, permanecendo como moto de maior cilindrada da marca durante 45 anos.

Até 1970, altura em que a fábrica de produção dos motociclos se transferiu de Munique para Berlim, a marca bávara produziu motos únicas, de excelência e com uma personalidade muito própria que ainda hoje são cobiçadas pelos coleccionadores. É ainda neste ano que é introduzida a série /5, produzida para competir com as marcas japonesas.

Sempre que possível, irei apresentar modelos destas motos nestes posts!

Boas curvas!

quarta-feira, 23 de maio de 2007

XV Automobilia (II)

Já passou e com bastante prestigío mais uma edição da Automobilia de Aveiro que se iniciou bem cedo, pelo menos no Domingo, pois cerca de 30 min antes das portas abrirem já havia fila para a compra dos bilhetes e os visitantes concentravam-se eufóricos e anciosos junto da entrada.


Bem organizada e com muito para ver, apreciar e negociar nos diferentes idiomas. Tal como prometido, trago aqui alguns registos fotográficos do que foi esta feira mas que pela impossibilidade física não deixam transparecer todo o "clima" de envolvência e de paixão por estes eventos por parte de muitos dos seus visitantes.





Como já é habitual, os expositores disposeram o seu material pelos 2 pavilhões do recinto, enquanto que na zona exterior e aberta do recinto estiveram também expostos carros e motos antigas.


Havia de tudo um pouco exposto: raridades das duas e quatro rodas para vários preços e estados de restauro/conservação.

Notei uma vez mais que está a crescer a procura e consequentemente a oferta dos ciclomotores nacionais. Já há muita gente interessada na sua aquisição e recuperação. Força nisso, há belos exemplares com "o nosso carimbo"!

Fiquem aqui com alguns registos! Cumprimentos, Parabéns para o Clube Aveirense de Automóveis Antigos e até para o ano!



Alpino 1965








BMW R12












Casal Carina S170 - 1967






Cucciolo












Rudge Special 1928











Várias motos (Harley Davidson, MV Agusta,...)






Sachs V5 Sport








Age






Koehler Escofier




Vários ciclomotores nacionais

BMW R26

  • Boas curvas!

quarta-feira, 16 de maio de 2007

XV AUTOMOBILIA

É já este fim de semana que se realiza um dos eventos internacionais com grande significado para os aficcionados pelos veículos antigos!

Esta feira é uma vez mais organizada pelo Clube Aveirense de Automóveis Antigos e decorrerá nos dias 19 e 20 de Maio no Parque de Exposições de Aveiro.

Como já nos habituou, este evento permite aos visitantes encontrar/trocar/comprar/vender diversos veículos de 2 e 4 rodas e em diversos estados de recuperação/originalidade/naconalidade.

Pela sua dimensão, a AUTOMOBILIA faz-nos encontrar aquele livro ou aquela peça que faltava para o restauro estar completo, permite-nos observar a originalidade de alguns modelos, falar com "experts" de clássicos, encontrar aquele amigo que já não víamos há tanto tempo!

Este ano são esperados expositores de diversos países europeus como Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Holanda e Suécia pelo que se prevê ser uma excelente exposição/feira.

A abertura da exposição será às 10h e o seu encerramento pelas 22h em ambos os dias.

Fiauem atentos para verem as fotos da exposição!

Saudações!

quarta-feira, 9 de maio de 2007

6ª Festa da Mota Antiga de Cavalões (II)

A Elvira escolhida para exlibris desta festa de homenagem à mota antiga foi uma FN de 1910 que se encontrava restaurada na totalidade e irrepreensível!
E agora ficam aqui com algumas das fotos tiradas na concentração de Cavalões!


Várias motos

...............................Harley Davidson WLA




BMW R50 c/ side car





Motobécane 350 cm3 (este modelo foi o primeiro da marca a ter um motor a 4 tempos)






Peugeot 125cm3



Indian Scout


Zundapp 600 cm3 c/ side car

Indian Chief (pormenor)






Uma moto nacional, SIS Sachs

FN

quarta-feira, 2 de maio de 2007

6ª Festa da Moto Antiga


E lá estivemos mais uma vez naquilo que mais gostamos! Numa homenagem às nossas Elviras!
Realizou-se este fim de semana passado a 6ª FESTA DA MOTA ANTIGA organizada pelo Núcleo de Motas Antigas de Cavalões. Mais uma vez estão de Parabéns pela organização conseguida e pelo programa elaborado! Como de costume, e desta vez, o museu a visitar durante o passeio foi o "Museu António Augusto" situado em Vila Nova de Famalicão, onde nos pudemos "babar" e ficar boquiabertos com as belezas e raridades lá apresentadas, tanto nas quatro rodas como nas duas rodas!

Estes são sempre os dias de convívio onde se fala de restauros, de preciosidades, de compras e vendas, de problemas mecânicos e enfim, de dores de cabeça que as relíquias nos fazem passar. No entanto, tudo isto é ultrapassado no dia em que as ligamos e partimos para encontrar alguns amigos e alguns conhecidos que pelos limites do tempo só se encontram nestes dias!

Fiquem a aguardar as fotos deste nosso encontro!

Até para o ano! Boas curvas!

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Breve história das motos

A N O de 1 8 6 9

A mota foi inventada "simultaneamente" por um americano e um francês, sem se conhecerem e pesquisando nos seus países de origem. Sylvester Roper nos EUA e Louis Perreaux, do outro lado do atlântico, construíram um tipo de bicicleta equipada com motor a vapor no já distante ano de 1869.
Nessa época os navios e locomotivas movidas a vapor já eram comuns, tanto na Europa como nos EUA, e na França e na Inglaterra os autocarros a vapor já circulavam normalmente. As experiências para se adaptar um motor a vapor em veículos leves foram-se sucedendo, e mesmo com o aparecimento do motor a gasolina, continuou até 1920, quando foram abandonadas definitivamente.

Esta foi a primeira moto

O inventor da mota com motor de combustão interna foi o alemão Gottlieb Daimler, que, em 1885 e ajudado por Wilhelm Maybach, instalou um motor a gasolina de um cilindro, leve e rápido, numa bicicleta de madeira adaptada, com o objectivo de testar a praticidade do novo propulsor.A glória de ser o primeiro piloto de uma moto accionada por um motor (combustão interna) foi de Paul Daimler, um garoto de 16 anos filho de Gottlieb. O singular nesta história é que Daimler, um dos pais do automóvel, não teve a menor intenção de fabricar veículos motorizados sobre duas rodas. O facto é que, depois dessa máquina pioneira, nunca mais ele construiu outra, dedicando-se exclusivamente ao automóvel.

Onde fica o motor ???

O motor de combustão interna possibilitou a produção de motos em escala industrial, mas o motor de Daimler e Maybach, que funcionava pelo ciclo Otto e tinha quatro tempos, dividia a preferência com os motores de dois tempos, que eram menores, mais leves e mais baratos.
No entanto, o problema maior dos fabricantes de ciclomotores - veículos intermediários entre a bicicleta e o motociclo - era onde instalar o propulsor: se atrás do selim ou na frente do guidão, dentro ou sob o quadro da bicicleta, no cubo da roda dianteira ou da traseira!Como inicialmente não houve um consenso, todas essas opções foram adoptadas e ainda existem exemplares de vários modelos. Só no início do século XX os fabricantes chegaram a um consenso sobre o melhor local para se instalar o motor, ou seja, a parte interna do triângulo formado pelo quadro, norma seguida até os dias actuais.


Ciclomotor de 48cm3
Primeiro modelo criado pela Honda, em 1948

A primeira unidade de produção
A primeira fábrica de motociclos surgiu em 1894, na Alemanha, e chamava-se Hildebrandt & Wolfmüller. No ano seguinte construíram a fábrica Stern e em 1896 apareceram a Bougery, na França, e a Excelsior, na Inglaterra. No início do século XX já existiam cerca de 43 fábricas espalhadas pela Europa. Muitas indústrias pequenas surgiram desde então e, já em 1910, existiam 394 empresas do ramo no mundo, 208 delas na Inglaterra. A maioria fechou por não resistir à concorrência. Nos Estados Unidos as primeiras fábricas - Columbia, Orient e Minneapolis - surgiram em 1900, chegando a 20 empresas em 1910.Tamanha era a concorrência que fabricantes de todo o mundo começaram a introduzir inovações e aperfeiçoamentos, cada um deles, tendo como objectivo máximo a originalidade.
Estavam disponíveis motores de vários tipos: de um a cinco cilindros, de dois a quatro tempos.
As suspensões foram sendo aperfeiçoadas para oferecer maior conforto e segurança.
A fábrica alemã NSU já oferecia, em 1914, a suspensão traseira do tipo monochoque (usado até hoje). A Minneapollis inventou um sistema de suspensão dianteira que se generalizou na década de 50 e continua sendo usada, hoje mais aperfeiçoada.
No entanto, a moto mais confortável existente em 1914 e durante toda a década era a Indian de 998cm3 que possuía braços oscilantes na suspensão traseira e arranque eléctrico, um requinte que só foi adoptado pelas outras marcas recentemente.
Em 1923 o motociclo inglês Douglas já utilizava os freios a disco em provas de velocidade. Porém, foi nos motores que se observou a maior evolução, a tecnologia alcançando níveis jamais imaginados. Apenas como comparação, seriam necessários mais de 260 motores iguais ao da primeira motocicleta para se obter uma potência equivalente a uma moto moderna de 1000 cm3. Após a Segunda Grande Guerra, observou-se a invasão progressiva das máquinas japonesas no mercado mundial. O Japão, fabricando motos com alta tecnologia, design moderno, motor potente e leve, confortáveis e baratas, causou o fecho de fábricas no mundo inteiro. Nos EUA só restou a tradicional Harley-Davidson. Mas hoje o mercado está equilibrado e com espaço para todo mundo.
Neckarsülm alemã de 1906