...aqui vamos falar, ver e descobrir modelos de 2 rodas...
terça-feira, 30 de outubro de 2007
...excelente opção...
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
IV Salão do Automóvel Antigo do Vale Sousa
Hoje falo e mostro um pouco do IV Salão do Automóvel Antigo do Vale Sousa, decorrido nos dias 8 e 9 de Setembro na cidade de Penafiel, tendo sido organizado pelo Clube Fidelense de Automóveis Antigos. Desde já os meus parabéns!
No entanto tecerei aqui algumas críticas!!!Peço desde já desculpa se irei tocar nalgum ponto fraco!
A data penso que poderia ter sido melhor escolhida - a não ser que traga um significado especial para o clube - porque foi coincidente com a do Caramulo Motorfestival e como todos sabemos este é um dos eventos que "rouba" para sua ocorrência muitos aficcionados do desporto automóvel!
O local escolhido pela organização foi o parque de exposições da cidade. Um espaço amplo e que conseguiu albergar todos os veículos expostos sem dificuldade. Estavam dispostos de forma ordeira e assertiva o que permitiu uma visita ordeira à exposição!
No entanto faltou uma coisa: indicações sobre como chegar ao local!!!O local estava referenciado em várias revistas, sites e jornais da especialidade mas na cidade não encontrei indicações e mesmo perguntanto tive dificuldade em encontrar o parque de exposições porque muitos penafidelenses não tinham conhecimento do evento!
A exposição contou com cerca de 35 motos e cerca de 130 carros expostos. Aqui darei especial atenção às motos porque são elas a minha paixão!
Compreendo, mas na minha opinião os visitantes deveriam poder circular entre os veículos (refiro-me aos carros que se encontravam vedados por uma fita circundante) para os aficcionados poderem olhar os seus interiores e ver melhor as suas características!!!!
E por falar em características, sugiro para um próximo evento a inclusão de uma folha que relate as características específicas de cada veículo (tenho de ser sincero que houve vários que não consegui identificar, mas também aqui se reflecte a minha ignorância relativa ao assunto!).
Bem, tecidas as opiniões, deixo-vos aqui algumas fotos!



domingo, 15 de julho de 2007
O insecto com duas rodas: VESPA

O negócio da empresa iniciou-se pelo negócio de encaixe em navios luxuosos mas no final do século a Piaggio produziu já autocarros de luxo, carruagens para camiões, motores e comboios.
Durante a I grande guerra, a empresa entra em novas áreas produzindo aviões e navios de guerra.
Em 1917 a Piaggio compra uma nova fábrica e muda-se para Pisa – fábrica de Pontedera.
Nesta nova unidade de produção, concentraram o fabrico de material aeronáutico (hélices, motores e peças completas de aviões).
Com o início da II Guerra Mundial, a Piaggio na sua unidade de Pontedera constrói o avançado avião de 4 motores “P 108”, disponível em 2 versões: passageiros e bombardeiro. Dada a sua importância na guerra, a fábrica foi completamente destruída pelas tropas aliadas.
Enrico Piaggio, filho de Rinaldo Piaggio, finda a guerra toma posse da empresa após a morte do seu progenitor.
Nesta altura, a Europa encontrava-se destruída física e financeiramente. Enrico resolveu partir em busca de um tipo de veículo revolucionário que se adaptasse às condições físicas do terreno do país e que simultaneamente fosse capaz de suprir as necessidades de locomoção básicas da população.
O veículo teria de ter características especiais dada a economia da época. Era fundamental que fosse barato, funcional, económico e robusto mas em simultâneo charmoso e elegante. Ambos os sexos teriam de ter facilidade em conduzi-lo, tinha de proteger o vestuário do condutor e comportar lugar para um passageiro!
Recorreram ao material que resistiu à destruição da fábrica de Pontedera, utilizando as rodas dos trem de aterragem e os pequenos motores multiuso usados para o lançamento de aviões.
Enrico encomendou o primeiro projecto, em 1945, aos engenheiros Spolti e Casini, o MP5, que posteriormente foi rebatizado de Pepperino (Pato Donald em italiano). O MP5 estava equipado com um motor Sachs alemão de 98cc a 2 tempos que foi colocado entre as pernas do condutor. Utilizava uma transmissão por corrente e tinha 2 velocidades. Foram produzidas cerca de 100 unidades.

Conseguiu este sucesso investigando quais os maiores inconvenientes que este meio de transporte trazia para os seus proprietários fazendo com que não fosse o veículo de eleição: correntes partidas e pneus furados.
O que alterar então? Criar um descanso e equipar a mota com um pneu sobressalente.

Ainda assim a Vespa sofria de um desequilíbrio inerente para o lado direito. Em jeito de génio, o aro das rodas de apenas 8 polegadas de diâmetro, eram constituídos por 2 discos aparafusados entre si, o que facilitava a troca dos pneus.
Caixa e embraiagem eram montados na manete esquerda para que os dois processos nas trocas de velocidades não exigissem retirar a mão do guiador. E a Vespa trazia uma solução para o comando da caixa de velocidades que ainda hoje é utilizado pelos fabricantes de automóveis como uma inovação: a existência de cabos flexíveis, de aço tipo Bowden.
O selector das velocidades foi também eliminado dado que sujava e marcava os sapatos.
Um escudo frontal, o “avental”, protegia as roupas e o próprio condutor da chuva, poeira e tudo o que fosse eventualmente arremessado pela roda dianteira. A integridade física do condutor também ficava mais protegida em caso de queda.
Com uma estrutura tipo monobloco, a Vespa trazia uma secção central bastante baixa o que facilitava a subida para o veículo de mulheres e pessoas de estatura mais baixa. Mesmo vestidas com saia, as mulheres não tinham problemas em conduzir este veículo.
Depois de definido o design, foram construídas as primeiras 15 motos que em Abril de 1946 deixam a marca da fábrica italiana.
Estavam equipadas com motor de 98cc com 3,7cv de potência às 4500 rpm e atingiam uma velocidade de 60 km/h. A caixa era de 3 velocidades e o depósito levava 5 lts. de gasolina para um consumo estimado de 1lt/40km! Este modelo, o V98, não tinha piso entre a dianteira e o banco mas sim duas placas separadas. Os “ballons” laterais traseiros eram o motivo provável que dava nome à mota o nome de insecto! Este modelo não possuía descanso central e após várias tentativas para colorir a mota, o cinzento metalizado em pouco tempo passou a ser cor única.
Este primeiro modelo foi um sucesso de vendas – 2 anos de produção e 10535 unidades fabricadas.
O ano de 1948 trouxe novidades: um motor de 125cc de 4,7cv de potência e algumas revisões tecnológicas que ainda hoje se encontram nos veículos. Foi introduzida a suspensão traseira, mudou-se a dianteira para o lado direito e na carroçaria foi introduzida uma bagageira que podia acomodar um banco para o passageiro. A velocidade máxima era cerca de 70 km/h. este modelo foi um marco na expansão e auge das Vespas.

Passados 5 anos o motor foi modificado passando a ter 5cv e surgiu também uma nova versão mais utilitária com o farol mais elevado. O famoso modelo GS(Grand Sport) 150, mais desportivo saía das linhas de produção em 1955 trazendo um estilo mais moderno e estava equipado com rodas de 10 polegadas, uma caixa de 4 velocidades e uma velocidade máxima de 100 km/h! Em 1962 chegava a GS 160, com 8,2cv de potência e um visual renovado.
Em 1964 surge a pequena versão de 50cc, a última desenvolvida por D´Ascanio. No ano seguinte aparecia a SS 180 de 10cv, seguida pelas versões Super Sprint 90 (1966), Primavera 125 (1968) e Elestart 50, com motor de arranque eléctrico (1970). Por fim em 1978 surge a família PX em versões de 125cc, 150 c e 200cc. O “maior” dos motores desenvolvia 12,35cv e chegou a ser oferecido no mercado norte-americano na versão Rally. Uma caixa de velocidades automáticas foi lançada em 1984, sendo a manete de embraiagem agora destinada ao eixo traseiro.
Nos anos mais recentes a Piaggio tentou repetir o êxito com scooters modernas - a Cosa, Sfera e ET4 – sendo estes modelos muito “plásticos” encontrando-se inseridos num mercado repleto de soluções que fez com que não tivessem o sucesso das suas antecessoras.
A VESPA foi então um marco para uma época e para um País. Foram poucos os veículos – de 2 ou 4 rodas – que alcançaram os patamares de vendas – mais de 15 milhões de unidades – e a notoriedade mundial que ela alcançou. Era utilizada por pobres e ricos, tornou-se cultura nas mãos dos actores americanos que filmavam na Itália e até foi “actriz” no filme “Candelabro Italiano” em 1962.
É ainda hoje encarada como um sinónimo de Itália – o país da Vespa – e até fez surgir um novo verbo na língua de Dante: vespizzare!
Boas curvas!
quinta-feira, 7 de junho de 2007
BMW R75 militar


Boas curvas!
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Breve história da BMW

Iniciam-se no fabrico de motores para aviões, derivando daí o seu emblema: uma hélice cortando o céu azul.
No ano de 1922 surgem os primeiros motores para uso terrestre, costruídos para os quadros dos motociclos Victória e para camiões.

Em 1923 surge o primeiro motociclo da marca, a BMW R32 que foi projectada pelo Eng.º Max Fritz. Foi estreada nos salões de Paris e Berlim nesse mesmo ano. Este primeiro modelo apresentava já um motor boxer de dois cilindros e transmissão secundária por eixo cardã.
É em 1928 que surge a BMW R62 com motor de 750 cc, permanecendo como moto de maior cilindrada da marca durante 45 anos.
Até 1970, altura em que a fábrica de produção dos motociclos se transferiu de Munique para Berlim, a marca bávara produziu motos únicas, de excelência e com uma personalidade muito própria que ainda hoje são cobiçadas pelos coleccionadores. É ainda neste ano que é introduzida a série /5, produzida para competir com as marcas japonesas.
Sempre que possível, irei apresentar modelos destas motos nestes posts!
Boas curvas!
quarta-feira, 23 de maio de 2007
XV Automobilia (II)
m já havia fila para a compra dos bilhetes e os visitantes concentravam-se eufóricos e anciosos junto da entrada.Bem organizada e com muito para ver, apreciar e negociar nos diferentes idiomas. Tal como prometido, trago aqui alguns registos fotográficos do que foi esta feira mas que pela impossibilidade física não deixam transparecer todo o "clima" de envolvência e de paixão por estes eventos por parte de mui
tos dos seus visitantes.Havia de tudo um pouco exposto: raridades das duas e quatro rodas para vários preços e estados de restauro/conservação.

Alpino 1965

BMW R12
Casal Carina S170 - 1967
Rudge Special 1928

Várias motos (Harley Davidson, MV Agusta,...)
Sachs V5 Sport
Vários ciclomotores nacionais
BMW R26
- Boas curvas!
quarta-feira, 16 de maio de 2007
XV AUTOMOBILIA

quarta-feira, 9 de maio de 2007
6ª Festa da Mota Antiga de Cavalões (II)
E agora ficam aqui com algumas das fotos tiradas na concentração de Cavalões!
Várias motos
...............................Harley Davidson WLA
BMW R50 c/ side car
Motobécane 350 cm3 (este modelo foi o primeiro da marca a ter um motor a 4 tempos)
Peugeot 125cm3
Indian Scout
Zundapp 600 cm3 c/ side car
Uma moto nacional, SIS Sachs
FN























