...aqui vamos falar, ver e descobrir modelos de 2 rodas...

terça-feira, 1 de abril de 2008

XX Concentração Motas Antigas Viatodos - I parte


Cá estou eu tal como havia prometido a mostrar/publicar algumas das fotos tiradas na XX Concentração de Motas Antigas de Viatodos!

São Pedro, como também já é habitual, brindou todos os presentes na concentração - motociclistas, penduras, apreciadores e curiosos - com um dia cinzento e com água caída do céu à mistura, mas nem este facto impediu que as Elviras saíssem à rua para mostrar toda a sua beleza, esplendor e roncar dos seus motores nervosos por estarem há já tanto tempo enclausurados! ;)

Não participei na concentração tal como havia dito por imperativos de trabalho, mas ainda assim viagei de Tomar até ao Louro na BMW K100RS de 1987 e até ela se portou lindamente! Molhadinho mas feliz cheguei ao destino aproveitando as pontes da A1 para algum abrigo!

Da concentração pouco posso falar, mas as conversas que tive com os participantes traduziram um feedback positivo em termos de organização geral e nem mesmo o mau tempo desanimou o pessoal!

Havia bons veículos como já é habitual! De salientar a mota mais antiga sendo uma Douglas TT de 1912, pertença do Museu António Augusto de Vila Nova de Famalicão. Ainda deste museu que possui um excelente espólio de veículos de 2 e 4 rodas e lanço o desafio para o visitarem, estavam também presentes e do ano de 1928 uma Brough Superior SS 100(o Rolls Royce das duas rodas) e uma Nimbus Stove Pipe. De 1920 era uma Scott Flying Squirrell que deliciava os motards e uma BSA de 1925.

Nos side cars as BMW e Zundapps eram as mais cobiçadas!

Presença obrigatória eram as Harleys, AJS , Matchless, Indian, BSA, Vespas, Alpino, Lambrettas entre muitas outras, num total de cerca de 180 motos!

Chega de conversa e ficam aqui as imagens!























Boas curvas!

sexta-feira, 21 de março de 2008

Concentração Motos Antigas Viatodos

Mais um ano e mais concentrações das ELVIRAS começam a surgir para felicidade dos amantes destas coisas. O CDCV (Viatodos)tem como já é habitual agendada a sua concentração para o Sábado de Páscoa (22/03/2008. Infelizmente não poderei comparecer de mota por imperativos do trabalho mas espero lá passar para ver as motinhas e trazer para cá registos da concentração!
Espero que estejam à altura...
Boas curvas

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

terça-feira, 30 de outubro de 2007

...excelente opção...

Sem dúvida que é indispensável preparar atempadamente uma viagem, de forma a termos a nossa moto "au point" para que não nos deixe ficar mal e ainda todos os acessórios indispensáveis aos ocupantes...

Mas muitas das vezes esquecemo-nos de levar algo para não desidratarmos... e sendo este um aspecto fundamental à nossa saúde física e mental deixo aqui um acessório que poderá ser uma excelente opção...
Boas curvas...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

IV Salão do Automóvel Antigo do Vale Sousa

Bem, antes de mais isto de estar tanto tanto sem escrever/publicar nada é incorrecto! Não é que tenha muitas visitas o blogue mas não é adequado! Não há razão para tal!

Hoje falo e mostro um pouco do IV Salão do Automóvel Antigo do Vale Sousa, decorrido nos dias 8 e 9 de Setembro na cidade de Penafiel, tendo sido organizado pelo Clube Fidelense de Automóveis Antigos. Desde já os meus parabéns!

No entanto tecerei aqui algumas críticas!!!Peço desde já desculpa se irei tocar nalgum ponto fraco!

A data penso que poderia ter sido melhor escolhida - a não ser que traga um significado especial para o clube - porque foi coincidente com a do Caramulo Motorfestival e como todos sabemos este é um dos eventos que "rouba" para sua ocorrência muitos aficcionados do desporto automóvel!

O local escolhido pela organização foi o parque de exposições da cidade. Um espaço amplo e que conseguiu albergar todos os veículos expostos sem dificuldade. Estavam dispostos de forma ordeira e assertiva o que permitiu uma visita ordeira à exposição!

No entanto faltou uma coisa: indicações sobre como chegar ao local!!!O local estava referenciado em várias revistas, sites e jornais da especialidade mas na cidade não encontrei indicações e mesmo perguntanto tive dificuldade em encontrar o parque de exposições porque muitos penafidelenses não tinham conhecimento do evento!

A exposição contou com cerca de 35 motos e cerca de 130 carros expostos. Aqui darei especial atenção às motos porque são elas a minha paixão!

Compreendo, mas na minha opinião os visitantes deveriam poder circular entre os veículos (refiro-me aos carros que se encontravam vedados por uma fita circundante) para os aficcionados poderem olhar os seus interiores e ver melhor as suas características!!!!

E por falar em características, sugiro para um próximo evento a inclusão de uma folha que relate as características específicas de cada veículo (tenho de ser sincero que houve vários que não consegui identificar, mas também aqui se reflecte a minha ignorância relativa ao assunto!).

Bem, tecidas as opiniões, deixo-vos aqui algumas fotos!






























Boas curvas!

domingo, 15 de julho de 2007

O insecto com duas rodas: VESPA

Rinaldo piaggio foi o fundador da empresa Piaggio em Genoa, Itália no longínquo ano de 1884, quando este tinha apenas 20 anos de idade.

O negócio da empresa iniciou-se pelo negócio de encaixe em navios luxuosos mas no final do século a Piaggio produziu já autocarros de luxo, carruagens para camiões, motores e comboios.
Durante a I grande guerra, a empresa entra em novas áreas produzindo aviões e navios de guerra.

Em 1917 a Piaggio compra uma nova fábrica e muda-se para Pisa – fábrica de Pontedera.
Nesta nova unidade de produção, concentraram o fabrico de material aeronáutico (hélices, motores e peças completas de aviões).

Com o início da II Guerra Mundial, a Piaggio na sua unidade de Pontedera constrói o avançado avião de 4 motores “P 108”, disponível em 2 versões: passageiros e bombardeiro. Dada a sua importância na guerra, a fábrica foi completamente destruída pelas tropas aliadas.
Enrico Piaggio, filho de Rinaldo Piaggio, finda a guerra toma posse da empresa após a morte do seu progenitor.

Nesta altura, a Europa encontrava-se destruída física e financeiramente. Enrico resolveu partir em busca de um tipo de veículo revolucionário que se adaptasse às condições físicas do terreno do país e que simultaneamente fosse capaz de suprir as necessidades de locomoção básicas da população.

O veículo teria de ter características especiais dada a economia da época. Era fundamental que fosse barato, funcional, económico e robusto mas em simultâneo charmoso e elegante. Ambos os sexos teriam de ter facilidade em conduzi-lo, tinha de proteger o vestuário do condutor e comportar lugar para um passageiro!

Recorreram ao material que resistiu à destruição da fábrica de Pontedera, utilizando as rodas dos trem de aterragem e os pequenos motores multiuso usados para o lançamento de aviões.

Enrico encomendou o primeiro projecto, em 1945, aos engenheiros Spolti e Casini, o MP5, que posteriormente foi rebatizado de Pepperino (Pato Donald em italiano). O MP5 estava equipado com um motor Sachs alemão de 98cc a 2 tempos que foi colocado entre as pernas do condutor. Utilizava uma transmissão por corrente e tinha 2 velocidades. Foram produzidas cerca de 100 unidades.


As expectativas de Piaggio não foram satisfeitas e então encomenda a Corradino D´Ascanio (1891-1981), brilhante engenheiro aeronáutico que não suportava motociclos e que estava na marca desde 1934 um novo projecto denominado de MP6. Apenas 8 dias após “encomendar” o projecto a Ascanio surge o esboço do veículo que veio revolucionar uma época e a economia de um país: a VESPA.

Ascanio valeu-se da sua longa experiência como eng.º concebendo algo inédito até então em 2 rodas.

Conseguiu este sucesso investigando quais os maiores inconvenientes que este meio de transporte trazia para os seus proprietários fazendo com que não fosse o veículo de eleição: correntes partidas e pneus furados.

O que alterar então? Criar um descanso e equipar a mota com um pneu sobressalente.
O garfo dianteiro prendia a roda de um lado apenas para facilitar a troca do pneu e o mesmo acontecia com a roda traseira, acopolada directamente ao conjunto caixa-motor. O motor era uma peça única de 2 tempos, compacta que dispensava corrente de transmissão e era colocado à direita do veículo.



Com esta localização do motor surge um novo problema: instabilidade na condução devido ao peso do motor estar praticamente todo sobre o lado direito. Uma das soluções encontradas para contornar esta tendência da mota virar à direita foi deslocar a roda da frente cerca de 8mm para a esquerda do eixo de condução alterando deste modo o centro de gravidade.

Ainda assim a Vespa sofria de um desequilíbrio inerente para o lado direito. Em jeito de génio, o aro das rodas de apenas 8 polegadas de diâmetro, eram constituídos por 2 discos aparafusados entre si, o que facilitava a troca dos pneus.

Caixa e embraiagem eram montados na manete esquerda para que os dois processos nas trocas de velocidades não exigissem retirar a mão do guiador. E a Vespa trazia uma solução para o comando da caixa de velocidades que ainda hoje é utilizado pelos fabricantes de automóveis como uma inovação: a existência de cabos flexíveis, de aço tipo Bowden.

O selector das velocidades foi também eliminado dado que sujava e marcava os sapatos.

Um escudo frontal, o “avental”, protegia as roupas e o próprio condutor da chuva, poeira e tudo o que fosse eventualmente arremessado pela roda dianteira. A integridade física do condutor também ficava mais protegida em caso de queda.

Com uma estrutura tipo monobloco, a Vespa trazia uma secção central bastante baixa o que facilitava a subida para o veículo de mulheres e pessoas de estatura mais baixa. Mesmo vestidas com saia, as mulheres não tinham problemas em conduzir este veículo.

Depois de definido o design, foram construídas as primeiras 15 motos que em Abril de 1946 deixam a marca da fábrica italiana.


Estavam equipadas com motor de 98cc com 3,7cv de potência às 4500 rpm e atingiam uma velocidade de 60 km/h. A caixa era de 3 velocidades e o depósito levava 5 lts. de gasolina para um consumo estimado de 1lt/40km! Este modelo, o V98, não tinha piso entre a dianteira e o banco mas sim duas placas separadas. Os “ballons” laterais traseiros eram o motivo provável que dava nome à mota o nome de insecto! Este modelo não possuía descanso central e após várias tentativas para colorir a mota, o cinzento metalizado em pouco tempo passou a ser cor única.

Este primeiro modelo foi um sucesso de vendas – 2 anos de produção e 10535 unidades fabricadas.

O ano de 1948 trouxe novidades: um motor de 125cc de 4,7cv de potência e algumas revisões tecnológicas que ainda hoje se encontram nos veículos. Foi introduzida a suspensão traseira, mudou-se a dianteira para o lado direito e na carroçaria foi introduzida uma bagageira que podia acomodar um banco para o passageiro. A velocidade máxima era cerca de 70 km/h. este modelo foi um marco na expansão e auge das Vespas.


Passados 5 anos o motor foi modificado passando a ter 5cv e surgiu também uma nova versão mais utilitária com o farol mais elevado. O famoso modelo GS(Grand Sport) 150, mais desportivo saía das linhas de produção em 1955 trazendo um estilo mais moderno e estava equipado com rodas de 10 polegadas, uma caixa de 4 velocidades e uma velocidade máxima de 100 km/h! Em 1962 chegava a GS 160, com 8,2cv de potência e um visual renovado.

Em 1964 surge a pequena versão de 50cc, a última desenvolvida por D´Ascanio. No ano seguinte aparecia a SS 180 de 10cv, seguida pelas versões Super Sprint 90 (1966), Primavera 125 (1968) e Elestart 50, com motor de arranque eléctrico (1970). Por fim em 1978 surge a família PX em versões de 125cc, 150 c e 200cc. O “maior” dos motores desenvolvia 12,35cv e chegou a ser oferecido no mercado norte-americano na versão Rally. Uma caixa de velocidades automáticas foi lançada em 1984, sendo a manete de embraiagem agora destinada ao eixo traseiro.


Nos anos mais recentes a Piaggio tentou repetir o êxito com scooters modernas - a Cosa, Sfera e ET4 – sendo estes modelos muito “plásticos” encontrando-se inseridos num mercado repleto de soluções que fez com que não tivessem o sucesso das suas antecessoras.
A VESPA foi então um marco para uma época e para um País. Foram poucos os veículos – de 2 ou 4 rodas – que alcançaram os patamares de vendas – mais de 15 milhões de unidades – e a notoriedade mundial que ela alcançou. Era utilizada por pobres e ricos, tornou-se cultura nas mãos dos actores americanos que filmavam na Itália e até foi “actriz” no filme “Candelabro Italiano” em 1962.

É ainda hoje encarada como um sinónimo de Itália – o país da Vespa – e até fez surgir um novo verbo na língua de Dante: vespizzare!

Boas curvas!

quinta-feira, 7 de junho de 2007

BMW R75 militar

A BMW até ao início da II Grande Guerra Mundial lança vários modelos de motos e de forma a satisfazer os pedidos do governo nazi lança uma mota militar, a BMW R75 (produzida de 1941 - 1944) equipada com motor boxer de 2 cilindros e 750cc de cilindrada.
Era uma moto com boa ciclística quando equipada com side-car e uma particularidade era o side ter também tração. Possuía marcha-a-trás e suportava uma velocidade de marcha de 3km/h sem sobreaquecer.
Foi no entanto considerada inferior à concorrente Zundapp KS 750cc militar pelo GBK (Comité Alemão de Seleção de Motociclos Militares).




Boas curvas!

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Breve história da BMW


A história da BMW – Bayerische Motoren Werke – começa no ano de 1916 com a fusão de dois fabricantes de Munique: a Rapp Motorenwerke e a Gustav Otto Flugmaschinfabrik.

Iniciam-se no fabrico de motores para aviões, derivando daí o seu emblema: uma hélice cortando o céu azul.

No ano de 1922 surgem os primeiros motores para uso terrestre, costruídos para os quadros dos motociclos Victória e para camiões.

Em 1923 surge o primeiro motociclo da marca, a BMW R32 que foi projectada pelo Eng.º Max Fritz. Foi estreada nos salões de Paris e Berlim nesse mesmo ano. Este primeiro modelo apresentava já um motor boxer de dois cilindros e transmissão secundária por eixo cardã.

É em 1928 que surge a BMW R62 com motor de 750 cc, permanecendo como moto de maior cilindrada da marca durante 45 anos.

Até 1970, altura em que a fábrica de produção dos motociclos se transferiu de Munique para Berlim, a marca bávara produziu motos únicas, de excelência e com uma personalidade muito própria que ainda hoje são cobiçadas pelos coleccionadores. É ainda neste ano que é introduzida a série /5, produzida para competir com as marcas japonesas.

Sempre que possível, irei apresentar modelos destas motos nestes posts!

Boas curvas!